O termo “ateísmo infantil” me lembra uma criança que tenta mostrar aos pais - frustrada e enraivecida - que já é adulta. Ela se sente adulta, porque não o seria?. Paradoxalmente, o próprio fato de uma criança se ver como “já adulta” é exemplo maior da sua imaturidade. A infantilidade escorre molhada de seus olhos. Da mesma forma, ter fé que não se tem fé alguma, é fundamentar-se num paradoxo puro e sem valor epistemológico.
O ateísmo em muitos casos tem se tornado uma nova e perigosa religião,um fundamentalismo insidioso e (como todo fundamentalismo em si) beligerante.Com deuses(o Acaso,a Evolução,a Ciência),dogmas,rituais e proselitismo.Respeito o Ateísmo filosófico,calmo e consciente,que dispensa crachás e chavões.Suspeito que por traz do ateísmo marqueteiro e estridente existam sim adultos imaturos,mimados ou adolescentes regredidos.
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